Mostrando postagens com marcador Carlos. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Carlos. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ser justo

Os maus inclinam-se perante a face dos bons, e os perversos junto às portas do justo. Pv. 14:19.

Os maus inclinam-se diante dos bons por respeitarem a força do bem, mesmo que seja no silêncio da consciência. Somente a evolução da alma é capaz de mostrar humildade, reconhecendo a superioridade dos que a possuem.

Ser justo é melhorar as condições do coração para a entrada da paz. O justo é dotado de coragem indomável; não teme o maior inimigo do caminho que é a ignorância porque já venceu a si mesmo.

O perverso não é capaz de encarar face a face o homem de bem; é a inferioridade que o faz abaixar a cabeça e a vergonha o faz impaciente junto ao ser honrado.

Querer ser justo é uma coisa e ser justo é outra bem diferente. Há uma distância imensurável entre uma atitude e uma vivência, no entanto, a força de vontade pode te levar de uma a outra em pouco tempo, pela educação e a disciplina que deves aceitar.

Lembra-te de Deus todos os dias e pede, pela oração, à Sua magnânima assistência, que os Seus agentes de luz dar-te-ão os meios de conquistar os maiores valores que te levam à felicidade.

Qualquer um reconhece a superioridade do homem de bem sem ser preciso ter escolaridade para esta verificação.

Já nascemos com o sentido de compreensão desenvolvido, do certo e do errado. Quem contraria essa inspiração divina, na atmosfera humana, enerva a si mesmo.O Espírito puro continua na sua pureza sem se modificar pela negação do inconseqüente.

Sê grato pelo que recebes dos bons; é provável que a tua sensibilidade não registre a caridade que eles te fazem, no entanto, a bondade desses seres irradia amor para todos.

Os justos são sóis de Deus nos umbrais da Terra. São luzes da luz maior.


De “Gotas de Ouro”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Carlos

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tolerância

“O Espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o Espírito abatido, quem o pode suportar”? Pv. 18, v. 14

O Espírito desanimado cria mais dificuldades para o seu próprio desenvolvimento. Mesmo que a misericórdia divina lhe proporcione meios de restabelecimento, os problemas crescem ligados a profundas raízes psicológicas.

No entanto, a tolerância dos Espíritos superiores, que trabalham junto à humanidade, vence, com a mão do tempo, os empecilhos, e faz com que o candidato se esforce, abrindo janelas no coração e na mente, por onde possa penetrar a ajuda da luz.

A tolerância, nas medidas certas, é acréscimo do amor que vibra em tudo.

A alma animada, corajosa e cheia de esperança no Senhor, mesmo em duras provas, não sente tanto quanto as aparências demonstram. A desanimada e abatida multiplica por dois o padecimento normal.

A tolerância fecunda está sempre de mãos dadas com o discernimento.

Quando encontrares um companheiro sentindo-se destruído pelo fracasso, não respires com ele essa atmosfera. Procura, pelos meios de que dispões, se possível pela escola de Jesus, transmitir-lhe alegria e otimismo, trabalho e interesse, para a vida e pela vida, sem te esqueceres de que o centro de tudo é o amor.

A tolerância faz parte da caridade, porém não pode esquecer o equilíbrio, para não se tornar em conivência. Visita os espíritos abatidos, enfermos e desesperados, mas com os devidos preparos, para que não venhas a ser um deles.

Em toda conversação existe influência e refluência. A intolerância despreza as oportunidades que a espera oferece.

O intolerante desfaz amizades e fortalece a ignorância.

Todo hospital, e mesmo cada médico, deveria criar um esquema de elevar o ânimo do enfermo, antes de tudo psicologicamente, seja qual for o seu estado, pois é dessa forma que a sua sensibilidade espiritual reage, e o seu campo orgânico desenvolve meios especiais para que os medicamentos e o repouso restabeleçam suas forças, como sendo um milagre.

O clínico nunca deve pensar em desânimo, nem no impossível, à beira do leito. Que o seu todo seja de alegria e de fé; a sua conversa, de ânimo; e o seu coração, de alegria.

Os enfermos por vezes são nervosos. Médicos e enfermeiros, no campo do seu trabalho, jamais devem permitir-se semelhante estado de humor.

E ainda no que concerne à tolerância, ela, no lugar certo, constitui-se na melhor resposta para os decadentes da moral e da doença física.

Quem viaja no mundo cultivando virtudes, acaba na vida brilhando como as estrelas.


De “Tuas Mãos”, de João Nunes Maia, ditado pelo Espírito Carlos