quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Tudo tem seu apogeu e seu declínio

Tudo tem seu apogeu e seu declínio...

É natural que seja assim; todavia, quando tudo parece convergir para o que supomos o nada, eis que a vida ressurge, triunfante e bela!...

Novas folhas, novas flores, na indefinida bênção do recomeço!...


Chico Xavier

terça-feira, 13 de outubro de 2009

Devemos aceitar

Devemos aceitar a chegada da chamada morte, assim como o dia aceita a chegada da noite – tendo confiança que, em breve,de novo há de raiar o sol...


Chico Xavier

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Cristo não pediu muita coisa

O Cristo não pediu muita coisa, não exigiu que as pessoas escalassem o Everest ou fizessem grandes sacrifícios.

Ele só pediu que nos amássemos uns aos outros.


Chico Xavier

domingo, 11 de outubro de 2009

Existem pessoas

Existem pessoas que se sentem ofendidas, magoadas por qualquer coisa: à mais leve contrariedade, se sentem humilhadas...

Ora, nós não viemos a este mundo para nos banhar em águas de rosas...

Somos espíritos altamente endividados - dentro de nós o passado ainda fala mais alto...
... Não podemos ser tão suscetíveis assim...


Chico Xavier

sábado, 10 de outubro de 2009

Confesso

Confesso a vocês que não vi o tempo correr...

Por mais longa nos pareça, a existência na Terra é uma experiência muito curta.

A única coisa que espero depois da minha desencarnação é a possibilidade de poder continuar trabalhando.


Chico Xavier

sexta-feira, 9 de outubro de 2009

Tempo perdido

A questão mais aflitiva para o espírito no Além é a consciência do tempo perdido.

Chico Xavier

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Mundo Espiritual

Gente há que desencarna imaginando que as portas do Mundo Espiritual irão se lhes escancarar... Ledo engano!

Ninguém quer saber o que fomos, o que possuíamos, que cargo ocupávamos no mundo; o que conta é a luz que cada um já tenha conseguido fazer brilhar em si mesmo...


Chico Xavier

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

Uma palavra que auxilie

Emmanuel sempre me disse:

- Chico, quando você não tiver uma palavra que auxilie, procure não abrir a boca...


Chico Xavier

terça-feira, 6 de outubro de 2009

Comodismo e a ociosidade

A gente deve lutar contra o comodismo e a ociosidade; caso contrário, vamos retornar ao Mundo Espiritual com enorme sensação de vazio...

Dizem que eu tenho feito muito, mas, para mim, não fiz um décimo do que deveria ter feito...


Chico Xavier

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Nenhuma atividade no bem é insignificante

Nenhuma atividade no bem é insignificante... As mais altas árvores são oriundas de minúsculas sementes.

A repercussão da prática do bem é inimaginável...

Para servir a Deus, ninguém necessita sair do seu próprio lugar ou reivindicar condições diferentes daquelas que possui.


Chico Xavier

domingo, 4 de outubro de 2009

A amizade

Abençoemos aqueles que se preocupam conosco, que nos amam, que nos atendem as necessidades...

Valorizemos o amigo que nos socorre, que se interessa por nós, que nos escreve, que nos telefona para saber como estamos indo...

A amizade é uma dádiva de Deus ...

Mais tarde, haveremos de sentir falta daqueles que não nos deixam experimentar solidão!


Chico Xavier

sábado, 3 de outubro de 2009

Sem Deus no coração

Sem Deus no coração, as futuras gerações colocarão em risco a Vida no planeta.

Por maior seja o avanço tecnológico da Humanidade, impossível que o homem viva em paz sem que a idéia de Deus o inspire em suas decisões.

Devemos fazer tudo para evitar uma guerra, que viria sem dúvida, ser um atraso na marcha progressiva da Humanidade. Quando surge uma guerra de proporções maiores, quase tudo se desmantela e, praticamente, tem que ser reiniciado....


Chico Xavier

sexta-feira, 2 de outubro de 2009

Livre arbítrio

Uma das coisas que sempre aprendi com os Benfeitores Espirituais é não tolher o livre arbítrio de ninguém; os que viveram na minha companhia sempre tiveram a liberdade para fazer o que quiseram...

Chico Xavier

quinta-feira, 1 de outubro de 2009

A caridade

A caridade é um exercício espiritual...

Quem pratica o bem, coloca em movimento as forças da alma.

Quando os espíritos nos recomendam, com insistência a prática da caridade, eles estão nos orientando no sentido de nossa própria evolução; não se trata apenas de uma indicação ética, mas de profundo significado filosófico...


Chico Xavier

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

O desespero é uma doença

O desespero é uma doença. E um povo desesperado,lesado por dificuldades enormes, pode enlouquecer, como qualquer indivíduo. Ele pode perder o seu próprio discernimento.

Isso é lamentável, mas pode-se dizer que tudo decorre da ausência de educação, principalmente de formação religiosa.


Chico Xavier

terça-feira, 29 de setembro de 2009

Ofença

Fico triste quando alguém me ofende, mas, com certeza, eu ficaria mais triste se fosse eu o ofensor...

Magoar alguém é terrível!...


Chico Xavier

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Críticas dirigidas a você

Emmanuel sempre me ensinou assim:

-“Chico, se as críticas dirigidas a você são verdadeiras, não reclame; se não são, não ligue para elas...


Chico Xavier

domingo, 27 de setembro de 2009

Elogios

Sempre recebi os elogios como incentivos dos amigos para que eu venha a ser o que tenho consciência de que ainda não sou...


Chico Xavier

sábado, 26 de setembro de 2009

Devemos orar pelos políticos

Devemos orar pelos políticos, pelos administradores da vida pública. A tentação do poder é muito grande. Eu não gostaria de estar no lugar de nenhum deles.

A omissão de quem pode e não auxilia o povo, é comparável a um crime que se pratica contra a comunidade inteira.

Tenho visto muitos espíritos dos que foram homens públicos na Terra em lastimável situação na Vida Espiritual...


Chico Xavier

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Bens materiais

Sabemos que precisamos de certos recursos, mas o Senhor não nos ensinou a pedir o pão, mais dois carros, mais um avião...

Não precisamos de tanta coisa para colocar tanta carga em cima de nós. Podemos ser chamados hoje à Vida Espiritual...


Chico Xavier

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

O exemplo

O exemplo é uma força que repercute, de maneira imediata, longe ou perto de nós...

Não podemos nos responsabilizar pelo que os outros fazem de suas vidas; cada qual é livre para fazer o que quer de si mesmo, mas não podemos negar que nossas atitudes inspiram atitudes, seja no bem quanto no mal.


Chico Xavier

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Religião

Nunca quis mudar a religião de ninguém, porque, positivamente, não acredito que a religião a seja melhor que a religião b...

Nas origens de toda religião cristã está o Pensamento de Nosso Senhor Jesus Cristo. Quem seguir o Evangelho...

Se Allan Kardec tivesse escrito que “fora do Espiritismo não há salvação”, eu teria ido por outro caminho. Graças a Deus ele escreveu “Fora da Caridade”, ou seja, fora do Amor não há salvação...


Chico Xavier

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Não julgar

Uma das mais belas lições que tenho aprendido com o sofrimento: Não julgar, definitivamente não julgar a quem quer que seja.

Chico Xavier

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Agradeço as dificuldades

Agradeço todas as dificuldades que enfrentei; não fosse por elas, eu não teria saído do lugar...

As facilidades nos impedem de caminhar. Mesmo as críticas nos auxiliam muito.


Chico Xavier

domingo, 20 de setembro de 2009

A doença

A doença é uma espécie de escoadouro de nossas imperfeições; inconscientemente, o espírito quer jogar para fora o que lhe seja estranho ao próprio psiquismo...

Na realidade, toda doença no corpo é processo de cura para a alma...


Chico Xavier

sábado, 19 de setembro de 2009

Tudo o que pudermos fazer no bem

Tudo o que pudermos fazer no bem, não devemos adiar...

Carecemos somar esforços, criando, digamos, uma energia dinâmica que se anteponha às forças do mal...

Ninguém tem o direito de se omitir.


Chico Xavier

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Reencarnação

Sem a idéia da reencarnação, sinceramente, com todo respeito às demais religiões, eu não vejo uma explicação sensata, inclusive, para a existência de Deus.


Chico Xavier

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Espíritos Amigos

Os Espíritos Amigos sempre mostram disposição de nos auxiliar, mas é preciso que, pelo menos, lhes ofereçamos uma base...

Muitos ficam na expectativa do socorro do Alto, mas não querem nada com o esforço de renovação; querem que os espíritos se intrometam na sua vida e resolvam seus problemas...

Ora, nem Jesus Cristo, quando veio à Terra, se propôs resolver o problema particular de alguém... Ele se limitou a nos ensinar o caminho, que necessitamos palmilhar por nós mesmos.


Chico Xavier

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Tudo que criamos para nós

Tudo que criamos para nós, de que não temos necessidade, se transforma em angústia, em depressão...


Chico Xavier

terça-feira, 15 de setembro de 2009

Revidar ofensas

Graças a Deus, não me lembro de ter revidado a menor ofensa das inúmeras que sofri, certamente objetivando, todas elas, o meu aprendizado, e não me recordo de que tenha, conscientemente, magoado a quem quer que fosse...


Chico Xavier

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Ser justo

Os maus inclinam-se perante a face dos bons, e os perversos junto às portas do justo. Pv. 14:19.

Os maus inclinam-se diante dos bons por respeitarem a força do bem, mesmo que seja no silêncio da consciência. Somente a evolução da alma é capaz de mostrar humildade, reconhecendo a superioridade dos que a possuem.

Ser justo é melhorar as condições do coração para a entrada da paz. O justo é dotado de coragem indomável; não teme o maior inimigo do caminho que é a ignorância porque já venceu a si mesmo.

O perverso não é capaz de encarar face a face o homem de bem; é a inferioridade que o faz abaixar a cabeça e a vergonha o faz impaciente junto ao ser honrado.

Querer ser justo é uma coisa e ser justo é outra bem diferente. Há uma distância imensurável entre uma atitude e uma vivência, no entanto, a força de vontade pode te levar de uma a outra em pouco tempo, pela educação e a disciplina que deves aceitar.

Lembra-te de Deus todos os dias e pede, pela oração, à Sua magnânima assistência, que os Seus agentes de luz dar-te-ão os meios de conquistar os maiores valores que te levam à felicidade.

Qualquer um reconhece a superioridade do homem de bem sem ser preciso ter escolaridade para esta verificação.

Já nascemos com o sentido de compreensão desenvolvido, do certo e do errado. Quem contraria essa inspiração divina, na atmosfera humana, enerva a si mesmo.O Espírito puro continua na sua pureza sem se modificar pela negação do inconseqüente.

Sê grato pelo que recebes dos bons; é provável que a tua sensibilidade não registre a caridade que eles te fazem, no entanto, a bondade desses seres irradia amor para todos.

Os justos são sóis de Deus nos umbrais da Terra. São luzes da luz maior.


De “Gotas de Ouro”, de João Nunes Maia, pelo Espírito Carlos

domingo, 13 de setembro de 2009

Sempre caridade

Ideal seria que não existisse a miséria de qualquer matiz. Sem dúvida, estaríamos no paraíso, fosse a dor expulsa do meio em que nos encontrássemos.

Agradável redundaria o tempo, estivessem as paisagens coloridas de esperança e o espectro da enfermidade não rondasse os nossos passos.

A realidade, porém, é bem outra. Onde quer que o espírito endividado para com a Lei se encontre, aí estarão presentes suas necessidades em caráter de imperiosa cobrança.

E por que se apresentam aflições de toda ordem, não nos cabe refugiar-nos através das evasivas com que muitos se furtam ao dever da solidariedade, da caridade. Diante, pois, dos afligentes problemas que deparas pelo caminho, fazer alguma coisa.

Dispões de milagres de cordialidade ao teu alcance, que podes distribuir sem prejuízos. Muitos corações pensam no auxílio material e recuam considerando-se incapazes de distribuí-lo argumentando que são incontáveis os necessitados...

Outros se referem ao labor moral, ante os infelizes deste ou daquele teor para logo desanimarem em face dos inúmeros dissabores com que se vêem constrangidos arrostar...

Podes e deves fazer alguma coisa. Cada semente de amor que plantes num coração será uma bênção a multiplicar-se e um desditoso a menos.

A dádiva material que ora ajuda e passa é o socorro na horizontal. Não te aflijas pensando que a miséria retornará. Caso nada possas em relação ao futuro, produze em direção do presente.

A lâmpada moral, que acendes no país atormentado de um espírito, será sol emboscado num perene horizonte de luz. Não te preocupes raciocinando que nuvens borrascosas poderão de futuro impedir a claridade.

Ilumina hoje, produzindo na vertical da vida.

A lição de amor pulsante no teu sentimento, que te leva a ajudar, converte-se em mensagem de caridade rutilante que fulgirá a teu próprio benefício, impedindo que a treva do cansaço e da revolta da enfermidade e do desânimo, estabeleça morada no lar do corpo que teu espírito habita transitoriamente.

Caridade, pois, sempre.


Joanna de Ângelis
Divaldo Franco
Celeiro de Bênçãos

sábado, 12 de setembro de 2009

Orgulho

A compulsão de querer controlar a vida alheia é fruto do nosso orgulho.

Para ser bom mestre não é preciso fazer seguidores ou discípulos, nem mesmo possuir cortejos ou comitivas, mas simplesmente fazer com que cada ser descubra em si mesmo o seu próprio guia.

Não devemos ditar nossas regras aos indivíduos, mas fazer com que eles tomem consciência de seus valores internos (senso, emoções e sentimentos) e passem a usá-los sempre que necessário. Essa a função dos que querem ajudar o progresso espiritual dos outros.

Os indivíduos portadores de uma personalidade orgulhosa se apóiam em um princípio de total submissão às regras e costumes sociais, bem como o defendem energicamente.

Utilizam-se de um impetuoso interesse por tudo aquilo que se convencionou chamar de certo ou errado, porque isso lhes proporciona uma fictícia “cartilha do bem”, em que, ao manuseá-la, possam encontrar os instrumentos para manipular e dominar e, assim, se sintam ocupando uma posição de inquestionável autoridade.

Quase sempre se autodenominam “bem-intencionados” e sustentam uma aura de pessoas delicadas, evoluídas e desprendidas, distraindo os indivíduos para que não percebam as expressões sistemáticas que denunciariam suas posturas de severo crítico, policial e disciplinador das consciências.

Nos meios religiosos, os dominadores e orgulhosos agem furtivamente. Não somente representam papéis de virtuosos, como também acreditam que o são, porque ainda não alcançaram a autoconsciência.

Exigem e esperam obediência absoluta, são superpreocupados com exatidão, ordem e disciplina, irritando-se com pequenos gestos que fujam os padrões preestabelecidos.

Possuem uma inclinação compulsiva ao puritanismo, despertando, com isso, simpatia e consideração nas pessoas simplórias e crédulas. Algumas, no entanto, por serem mais avisadas e conscientes, não se deixam enganar, discernindo logo o desajuste emocional.

O capítulo X da segunda parte de “O Livro dos Espíritos” diz respeito a “Ocupações e Missões dos Espíritos”. Dizem os Benfeitores que a missão primordial das almas é a de “melhorarem-se pessoalmente” e, além disso,“concorrerem para a harmonia do Universo, executando as vontades de Deus”.

A autêntica relação de ajuda entre as pessoas consiste em estimular a independência e a individualidade, nada se pedindo em troca. Ninguém deverá ter a pretensão de ser “salvador das almas”.

A compulsão de querer controlar a vida alheia é fruto de nosso orgulho.

O ser amadurecido tem a habilidade perceptiva de diagnosticar os processos pelos quais a evolução age em nós; portanto, não controla, mas sim coopera com o amor e com a liberdade das leis naturais.

Nenhuma pessoa pode realizar a tarefa de outra. As experiências pelas quais passamos em nossa jornada terrena são todas aquelas que mais necessitamos realizar para nosso aprimoramento espiritual.

Muitos de nós convivemos, outros ainda convivem, com indivíduos que tentam cuidar de nosso desenvolvimento espiritual, impondo controle excessivo e disciplina perfeccionista, não respeitando, porém, os limites de nossa compreensão e percepção da vida.

São “censuradores morais”, incapazes de compreender as dificuldades alheias, pois não entendem que cada alma apenas pode amadurecer de acordo com seu potencial interno.

Não se têm notícias de que Jesus Cristo impusesse cobrança ou tivesse promovido convites insistentes ao crescimento das almas. Teve como missão, na Terra, ensinar-nos serenidade e harmonia, para entrarmos em comunhão com “Deus em nós”.

Confiava plenamente no Sábio e Amoroso Poder que dirige o Universo e, portanto, respeitava os objetivos da Natureza, que age no comportamento humano, desenvolvendo-o de muitas maneiras. Sabia que a evolução ocorre de modo inevitável, recebendo ou não ajuda dos homens.

O Mestre entendia que, se combatêssemos e lutássemos contra nossos erros, poderíamos “potencializá-los”. Nunca usava de força e imposição, mas de uma técnica para que pudéssemos desenvolver a “virtude oposta”.

“Mulher, onde estão aqueles teus acusadores” Ninguém te condenou?” E ela disse: “Ninguém, Senhor”. E disse-lhe Jesus: “Nem eu também te condeno; vai-te e não peques mais”.

Não censurou ou criticou a atitude inadequada, mas propiciou o desenvolvimento da autoconfiança, para que ela encontrasse por si mesmo seus valores internos.

Nunca amadureceremos, se deixarmos os outros pensarem por nós e determinarem nossas escolhas.

Não é ajuda real, a que se referia Jesus, a crítica moralista, o desejo de reformar os outros, o controle do que se deve fazer ou não fazer. Antes, tais comportamentos revelam os traços de caráter dos indivíduos orgulhosos e ainda distanciados da autêntica cooperação no processo de evolução – que não os deixam perceber – que ocorre naturalmente na intimidade das criaturas.



Médium: Francisco do Espírito Santo Neto – As dores da alma.

sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Através da Reencarnação

Fora melhor que não existissem na Terra pedintes e mendigos, na expectativa do agasalho e do pão.

Se é justo deplorar o atraso moral do Planeta que ainda acalenta privação e necessidade, examinemos a nós mesmos, quando nos inclinamos para a ambição desvairada, e verificamos que a penúria, através da reencarnação, é o ensinamento que nos corrige os excessos.

Fora melhor não víssemos mutilados e enfermos, suplicando alívio e remédio.

Se é compreensível lastimar as condições da estância física, que ainda expõe semelhantes quadros de sofrimento, observemos o pesado lastro de animalidade que conservamos no próprio ser e reconheceremos que sem as doenças do corpo, através da reencarnação, seria quase impossível aprimorar as qualidades da alma.

Fora melhor não enxergarmos crianças infelizes, suscitando angústia no lar ou piedade na via pública.

Se é natural comover-nos diante de problemas assim dolorosos, meditemos nos ódios e aversões, conflitos e contendas, que tantas vezes carregamos para além do sepulcro, transformando-nos, depois da morte, em Espíritos vingativos e obsessores, e agradeceremos às Leis Divinas que nos fazem abatidos e pequeninos, através da reencarnação, entregando-nos ao amparo e arbítrio daqueles mesmos irmãos a quem ferimos noutras épocas, afim de que nós, carecentes de tudo na infância, até mesmo da comiseração maternal que nos alimpe e conserve o organismo indefeso, venhamos, por fim, a aprender que a Eterna Sabedoria nos ergueu para o amor imperecível na Vida Triunfante.

Terra bendita! Terra, que tanta vez malsinamos nos dias de infortúnio ou nos momentos de ignorância, nós te agradecemos as dores e as aflições que nos ofereces, por espólio de nossos próprios erros, e rogamos a Deus nos fortaleça os propósitos de reajuste e aperfeiçoamento, para que, um dia, possamos retribuir-te, de algum modo, os benefícios que nos tens prodigalizado, por milênios de milênios, através da reencarnação!...


Texto extraído do livro "Estude e Viva" - André Luiz e Emmanuel
Francisco Cândido Xavier - Waldo Vieira

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Caminhos do coração

Multiplicam-se os caminhos do processo evolutivo, especialmente durante a marcha que se faz no invólucro carnal.

Existem caminhos de boa aparência, que disfarçam dificuldades de acesso e encobrem feridas graves no percurso.

Caminhos curtos e longos, retos e curvos, de ascensão e descida, estão por toda parte, especialmente no campo moral, aguardando ser escolhidos.

Todos eles conduzem a algum lugar, ou se interrompem, ou não levam a parte alguma...

São apenas caminhos: começados, interrompidos, concluídos...

Tens direito de escolher o teu caminho, aquele que deves seguir.

Se possível, opta pelos caminhos do coração.

Eles, certamente, levarão teus anseios e a tua vida ao ponto de luz que brilha à frente esperando por ti.

Os caminhos do coração encontram-se iluminados pelo conhecimento da razão, que lhes clareia o leito, facilitando o percurso.

Jesus escolheu os caminhos do coração para acercar-se das criaturas e chamá-las ao reino dos Céus.

Diante dos variados caminhos que se desdobram convidativos, escolhe os caminhos do coração, qual ovelha mansa, e deixa que o Bom Pastor te conduza ao aprisco pelo qual anelas.


Divaldo Franco
Do livro Momentos de Felicidade

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Tolerância

“O Espírito firme sustém o homem na sua doença, mas o Espírito abatido, quem o pode suportar”? Pv. 18, v. 14

O Espírito desanimado cria mais dificuldades para o seu próprio desenvolvimento. Mesmo que a misericórdia divina lhe proporcione meios de restabelecimento, os problemas crescem ligados a profundas raízes psicológicas.

No entanto, a tolerância dos Espíritos superiores, que trabalham junto à humanidade, vence, com a mão do tempo, os empecilhos, e faz com que o candidato se esforce, abrindo janelas no coração e na mente, por onde possa penetrar a ajuda da luz.

A tolerância, nas medidas certas, é acréscimo do amor que vibra em tudo.

A alma animada, corajosa e cheia de esperança no Senhor, mesmo em duras provas, não sente tanto quanto as aparências demonstram. A desanimada e abatida multiplica por dois o padecimento normal.

A tolerância fecunda está sempre de mãos dadas com o discernimento.

Quando encontrares um companheiro sentindo-se destruído pelo fracasso, não respires com ele essa atmosfera. Procura, pelos meios de que dispões, se possível pela escola de Jesus, transmitir-lhe alegria e otimismo, trabalho e interesse, para a vida e pela vida, sem te esqueceres de que o centro de tudo é o amor.

A tolerância faz parte da caridade, porém não pode esquecer o equilíbrio, para não se tornar em conivência. Visita os espíritos abatidos, enfermos e desesperados, mas com os devidos preparos, para que não venhas a ser um deles.

Em toda conversação existe influência e refluência. A intolerância despreza as oportunidades que a espera oferece.

O intolerante desfaz amizades e fortalece a ignorância.

Todo hospital, e mesmo cada médico, deveria criar um esquema de elevar o ânimo do enfermo, antes de tudo psicologicamente, seja qual for o seu estado, pois é dessa forma que a sua sensibilidade espiritual reage, e o seu campo orgânico desenvolve meios especiais para que os medicamentos e o repouso restabeleçam suas forças, como sendo um milagre.

O clínico nunca deve pensar em desânimo, nem no impossível, à beira do leito. Que o seu todo seja de alegria e de fé; a sua conversa, de ânimo; e o seu coração, de alegria.

Os enfermos por vezes são nervosos. Médicos e enfermeiros, no campo do seu trabalho, jamais devem permitir-se semelhante estado de humor.

E ainda no que concerne à tolerância, ela, no lugar certo, constitui-se na melhor resposta para os decadentes da moral e da doença física.

Quem viaja no mundo cultivando virtudes, acaba na vida brilhando como as estrelas.


De “Tuas Mãos”, de João Nunes Maia, ditado pelo Espírito Carlos

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Por nossa conta e risco

Quando falamos, a partir deste momento tudo corre por nossa conta e risco. A lei de causa e efeito, nos confirma que a semeadura é livre, porém a colheita é obrigatória. Nunca nos esqueçamos que tudo podemos, porém nem tudo nos convém.

A pedra atirada ou a palavra proferida não tem volta, portanto pensemos antes de falar. Vasos quebrados ficam sempre difíceis de ser reconstituídos. Devemos estar atentos para não utilizarmos da maledicência, principalmente, com aqueles que não merecem, e serem execrados por nossas punições injustas...

Também estamos aqui na Terra, pois também somos devedores, e precisamos da indulgencia da Providencia Divina, para perdoar os nossos erros.

Quando estivermos com dor ou raiva, jamais deveremos tomar qualquer atitude, pois invariavelmente, sempre tomamos atitudes erradas, que nos complicarão mais tarde.

Não adianta nos momentos de insensatez, termos condutas impróprias, e ficarmos depois pedindo perdão, pois isto não reverterá o que foi falado. É preciso que antes de agirmos, pensar o que nossa atitude poderá causar a nós e aos outros.

Antes de falarmos qualquer coisa, por menor que seja, devemos encher nossa boca de água, para conter o veneno que poderemos destilar, e que poderá envenenar a nós próprios..

Ledo engano achar que os Amigos Espirituais vão ser coniventes com nossas atitudes intempestivas, e apoiar as medidas que tomamos erradamente, sem que antes venhamos a sofrer as consequencias e pagar pelos erros que praticamos.

Quando nossa cabeça não pensa antes, fatalmente nosso corpo padecerá mais tarde.. Nossa consciência sempre nos cobrará, e ninguém responderá por nossas atitudes.

Lembremo-nos que devemos nos preparar sempre, para enfrentarmos situações difíceis, quando não aproveitamos as oportunidades que nos foram dadas, e nunca esquecer, que tudo que falamos, sempre corre exclusivamente por nossa conta e risco.


Fonte: Gotas de Paz

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Constelação Familiar

A família é a base fundamental sobre a qual se ergue o imenso edifício da sociedade.

No pequeno grupo doméstico inicia-se a experiência da fraternidade universal, ensaiando-se os passos para os nobres cometimentos em favor da construção da sociedade equilibrada.

Em razão disso, toda vez que a família se entibia ou se enfraquece a sociedade experimenta conflitos, abalada nas suas estruturas.

Vive-se, na Terra, destes dias, injustificável agressão à constelação familiar, defluente dos transtornos e insatisfações que tomam as mentes e os corações juvenis.

O ser humano é estruturalmente constituído para viver em família, a fim de desenvolver os sublimes conteúdos psíquicos que lhe jazem adormecidos, aguardando os estímulos da convivência no lar, para liberá-los e sublimar-se.

Há, em todas as formas de vida, essa energia divina que, no ser humano, apresenta-se em forma de consciência, de discernimento, de razão, de amor, de sabedoria.

Na família, esse nobre sentimento encontra campo fértil para desenvolver-se, felicitando os seres frágeis que reiniciam a jornada, bem como aqueles que lhes constituem a segurança.

Por essas e muitas outras razões, a constelação familiar jamais desaparecerá da sociedade terrestre, dando lugar ao enfermiço egoísmo, pelo contrário, superando-o com beleza espiritual.


Divaldo Franco

domingo, 6 de setembro de 2009

Reforma Íntima

Quanto puderes, posterga a prática do mal até o momento que possas vencer essa força doentia que te empurra para o abismo.

Provocado pela perversidade, que campeia a solta, age em silêncio, mediante a oração que te resguarda na tranqüilidade.

Espicaçado pelos desejos inferiores, que grassam, estimulados pela onde crescente do erotismo e da vulgaridade, gasta as tuas energias excedentes na atividade fraternal.

Empurrado para o campeonato da competição, na área da violência, estuga o passo e reflexiona, assumindo a postura da resistência passiva.

Desconsiderado nos anseios nobres do teu sentimento, cultiva a paciência e aguarda a bênção do tempo que tudo vence.

Acoimado pela injustiça ou sitiado pela calúnia, prossegue no compromisso abraçado, sem desânimo, confiando no valor do bem.

Aturdido pela compulsão do desforço cruel, considera o teu agressor como infeliz amigo que se compraz na perturbação.

Desestimulado no lar, e sensibilizado por outros afetos, renova a paisagem familiar e tenta salvar a construção moral doméstica abalada.

É muito fácil desistir do esforço nobre, comprazer-se por um momento, tornar-se igual aos demais, nas suas manifestações inferiores. Todavia, os estímulos e gozos de hoje, no campo das paixões desgovernadas, caracterizam-se pelo sabor dos temperos que se convertem em ácido e fel, a requeimarem por dentro, passados os primeiros momentos.

Ninguém foge aos desafios da vida, que são técnicas de avaliação moral para os candidatos à felicidade.

O homem revela sabedoria e prudência, no momento do exame, quando está convidado à demonstração das conquistas realizadas.

Parentes difíceis, amigos ingratos, companheiros inescrupulosos, co-idealistas insensíveis, conhecidos descuidados, não são acontecimentos fortuitos, no teu episódio reencarnacionista.

Cada um se movimenta, no mundo, no campo onde as possibilidades melhores estão colocadas para o seu crescimento. Nem sempre se recebe o que se merece. Antes, são propiciados os recursos para mais amplas e graves conquistas, que darão resultados mais valiosos.

Assim, aprende a controlar as tuas más inclinações e adia o teu momento infeliz.

Lograrás vencer a violência interior que te propele para o mal, se perseverares na luta.

Sempre que surja oportunidade, faze o bem, por mais insignificante que te pareça. Gera o momento de ser útil e aproveita-o.

Não aguardes pelas realizações retumbantes, nem te detenhas esperando as horas de glorificação.

Para quem está honestamente interessado na reforma íntima, cada instante lhe faculta conquistas que investe no futuro, lapidando-se e melhorando-se sem cansaço.

Toda ascensão exige esforço, adaptação e sacrifício.

Toda queda resulta em prejuízo, desencanto e recomeço.

Trabalha-te interiormente, vencendo limite e obstáculo, não considerando os terrenos vencidos, porém, fitando as paisagens ainda a percorrer.

A tua reforma íntima te concederá a paz por que anelas e a felicidade que desejas.

sábado, 5 de setembro de 2009

Vida em Família

Os filhos não são cópias xerox dos pais, que apenas produzem o corpo, graças aos mecanismos do atavismo biológico.

As heranças e parecenças físicas são decorrências dos gametas, no entanto, o caráter, a inteligência e o sentimento procedem do Espírito que se corporifica pela reencarnação, sem maior dependência dos vínculos genéticos com os progenitores.

Atados por compromissos anteriores, retornam, ao lar, não somente aqueles seres a quem se ama, senão aque¬loutros a quem se deve ou que estão com dívidas....

Cobradores empedernidos surgem na forma fisiológica, renteando com o devedor, utilizando-se do processo supe¬rior das Leis de Deus para o reajuste de contas, no qual, não poucas vezes, se complicam as situações, por indis¬posições dos consortes...

Adversários reaparecem como membros da família para receber amor, no entanto, na batalha das afinidades pade¬cem campanhas de perseguição inconsciente, experimen¬tando o pesado ônus da antipatia e da animosidade.

A família é, antes de tudo, um laboratório de experiên¬cias reparadoras, na qual a felicidade e a dor se alternam, programando a paz futura.

Nem é o grupo da bênção, nem o élan da desdita. Antes é a escola de aprendizagem e redenção futura.

Irmãos que se amam, ou se detestam, pais que se digladiam no proscênio doméstico, genitores que destacam uns filhos em detrimento dos outros, ou filhos que agridem ou amparam pais, são Espíritos em processo de evolução, retornando ao palco da vida física para a encenação da peça em que fracassaram, no passado.

A vida é incessante, e a família carnal são experiências transitórias em programação que objetiva a família universal.

Abençoa, desse modo, com a paciência e o perdão, o filho ingrato e calceta. Compreende com ternura o genitor atormentado que te não corresponde às aspirações.

Desculpa o esposo irresponsável ou a companheira leviana, perseverando ao seu lado, mesmo que o ser a quem te vinculas queira ir-se adiante. Não o retenhas com amarras de ódio ou de ressenti¬mento. Irá além, sim, no entanto, prossegue tu, fiel, no posto, e amando...

Não te creias responsável direto na provação que te abate ante o filho limitado, física ou mentalmente. Tu e ele sois comprometidos perante os códigos Divinos pelo pretérito espiritual.

O teu corpo lhe ofereceu os elementos com que se apresenta, porém, foi ele, o ser espiritual, quem modelou a roupagem na qual comparece para o compromisso libertador. Ante o filhinho deficiente não te inculpes.

Ama-o mais e completa-lhe as limitações com os teus recursos, preen¬chendo os vazios que ele experimenta. Suas carências são abençoados mecanismos de cresci¬mento eterno. Faze por ele, hoje, o que descuidaste antes.

A vida em família é oportunidade sublime que não deve ser descuidada ou malbaratada. Com muita propriedade e irretorquível sabedoria, afir¬mou Jesus, ao doutor da Lei: “Ninguém entrará no reino dos céus, se não nascer de novo...

E a Doutrina Espírita estabelece com segurança: “Nascer, morrer, renascer ainda e progredir sempre — é a lei. Fora da caridade não há salvação.”

Joanna de Ângelis

S.O.S. FAMÍLIA DIVALDO PEREIRA FRANCO DITADO POR JOANNA DE ÂNGELIS E DIVERSOS ESPÍRITOS

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Doutrina espírita

Toda crença é respeitável. No entanto, se buscaste a Doutrina Espírita, não lhe negues fidelidade. Toda religião é sublime. No entanto, só a Doutrina Espírita consegue explicar-te os fenômenos mediúnicos em que toda religião se baseia.

Toda religião é santa nas intenções. No entanto, só a Doutrina Espírita pode guiar-te na solução dos problemas do destino e da dor. Toda religião auxilia.

No entanto, só a Doutrina Espírita é capaz de exonerar-te do pavor ilusório do inferno, que apenas subsiste na consciência culpada. Toda religião é conforto na morte. No entanto, só a Doutrina Espírita é suscetível de descerrar a continuidade da vida, além do sepulcro.

Toda religião apregoa o bem como preço do paraíso aos seus profitentes. No entanto, só a Doutrina Espírita estabelece a caridade incondicional como simples dever. Toda religião exorciza os Espíritos infelizes.

No entanto, só a Doutrina Espírita se dispõe a abraçá-los, como a doentes, neles reconhecendo as próprias criaturas humanas desencarnadas, em outras faixas de evolução. Toda religião educa sempre.

No entanto, só a Doutrina Espírita é aquela em que se permite o livre exame, com o sentimento livre de compressões dogmáticas, para que a fé contemple a razão, face a face. Toda religião fala de penas e recompensas.

No entanto, só a Doutrina Espírita elucida que todos colheremos conforme a plantação que tenhamos lançado à vida, sem qualquer privilégio na Justiça Divina. Toda religião erguida em princípios nobres, mesmo as que vigem nos outros continentes, embora nos pareçam estranhas, guardam a essência cristã.

No entanto, só a Doutrina Espírita nos oferece a chave precisa para a verdadeira interpretação do Evangelho. Porque a Doutrina Espírita é em si a liberdade e o entendimento, há quem julgue seja ela obrigada a misturar-se com todas as aventuras marginais e com todos os exotismos, sob pena de fugir aos impositivos da fraternidade que veicula.

Dignifica, assim, a Doutrina que te consola e liberta, vigiando-lhe a pureza e a simplicidade, para que não colabores, sem perceber, nos vícios da ignorância e nos crimes do pensamento. “Espírita” deve ser o teu caráter, ainda mesmo te sintas em reajuste, depois da queda.

“Espírita” deve ser a tua conduta, ainda mesmo que estejas em duras experiências. “Espírita” deve ser o nome de teu nome, ainda mesmo respires em aflitivos combates contigo mesmo.

“Espírita” deve ser o claro adjetivo de tua instituição, ainda mesmo que, por isso, te faltem as passageiras subvenções e honrarias terrestres.

Doutrina Espírita quer dizer Doutrina do Cristo. E a Doutrina do Cristo é a doutrina do aperfeiçoamento moral em todos os mundos. Guarda-a, pois, na existência, como sendo a tua responsabilidade mais alta, porque dia virá em que serás naturalmente convidado a prestar-lhe contas.

EMMANUEL - Psic. F. C. Xavier - Livro “Religião dos Espíritos” Ed. FEB.

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Amor

O amor é a substância criadora e mantenedora do Universo, constituído por essência divina. É um tesouro que, quanto mais se divide, mais se multiplica, e se enriquece à medida que se reparte. Mais se agiganta, na razão que mais se doa.

Fixa-se com mais poder, quanto mais se irradia. Nunca perece, porque não se entibia nem se enfraquece, desde que sua força reside no ato mesmo de doar-se, de tornar-se vida.

Assim como o ar é indispensável para a existência orgânica, o amor é o oxigênio para a alma, sem o qual a mesma se enfraquece e perde o sentido de viver.

É imbatível, porque sempre triunfa sobre todas as vicissitudes e ciladas. Quando aparente - de caráter sensualista, que busca apenas o prazer imediato - se debilita e se envenena, ou se entorpece, dando lugar à frustração.

Quando real, estruturado e maduro - que espera, estimula, renova - não se satura, é sempre novo e ideal, harmônico, sem altibaixos emocionais.

Une as pessoas, porque reúne as almas, identifica-as no prazer geral da fraternidade, alimenta o corpo e dulcifica o eu profundo.

O prazer legítimo decorre do amor pleno, gerador da felicidade, enquanto o comum é devorador de energias e de formação angustiante.

O amor atravessa diferentes fases: o infantil, que tem caráter possessivo, o juvenil, que se expressa pela insegurança, e o maduro, pacificador, que se entrega sem reservas e faz-se plenificador.

Há um período em que se expressa como compensação, na fase intermediária entre a insegurança e a plenificação, quando dá e recebe, procurando liberar-se da consciência de culpa.

O estado de prazer difere daquele de plenitude, em razão de o primeiro ser fugaz, enquanto o segundo é permanente, mesmo que sob a injunção de relativas aflições e problemas-desafios que podem e devem ser vencidos.

Somente o amor real consegue distingui-los e os pode unir quando se apresentem esporádicos. A ambição, a posse, a inquietação geradora de insegurança - ciúme, incerteza, ansiedade afetiva, cobrança de carinhos e atenções -, a necessidade de ser amado caracterizam o estágio do amor infantil.

Obsessivo, dominador, que pensa exclusivamente em si antes que no ser amado. A confiança, suave-doce e tranqüila, a alegria natural e sem alarde, a exteriorização do bem que se pode e se deve executar, a compaixão dinâmica, a não-posse, não-dependência, não-exigência, são benesses do amor pleno, pacificador, imorredouro.

Mesmo que se modifiquem os quadros existenciais, que se alteram as manifestações da afetividade do ser amado, o amor permanece libertador, confiante, indestrutível.

Nunca se impõe, porque é espontâneo como a própria vida e irradia-se mimetizando, contagiando de júbilos e de paz. Expande-se como um perfume que impregna, agradável, suavemente, porque não é agressivo nem embriagador ou apaixonado...

O amor não se apega, não sofre a falta, mas frui sempre, porque vive no íntimo do ser e não das gratificações que o amado oferece. O amor deve ser sempre o ponto de partida de todas as aspirações e a etapa final de todos os anelos humanos.

O clímax do amor se encontra naquele sentimento que Jesus ofereceu à Humanidade e prossegue doando, na sua condição de Amante não amado.


Psicografia: Divaldo Pereira Franco

quarta-feira, 2 de setembro de 2009

Bombeiros de Deus

Temos diversas formas de auxiliar:suprimir a penúria, estender a beneficência, criar a generosidadeconsolar o sofrimento.

Existe porém, uma delas ao alcance de todos e que pode ser largamente exercida em qualquer lugar : o donativo dacalma nos momentos atribulados da vida. Recorda os bens espirituais que consegues distribuir e não marginalizes semelhante recurso.

Diante de reclamações e críticas, usa a tolerância que estabeleça a harmonia possível entre acusados e acusadores, recebendo injúrias e ofensas, silencia e esquece os desequilíbrios de que porventura te fizeste vítima, sustando calamidades da delinquência, perante a agressividade exagerada de alguém, guarda a serenidade que balsamize coraçõese pacifique ambientes, encontrando veículos de discórdia, emprega o entendimento que afaste choques e conflitoscapazes de suscitar azedume e perturbação.

Em qualquer lance difícil da existência, dispões da possibilidade de atuar beneficamente com os recursos da bondade eda compreensão que entretecem a garantia da paz.

Lembra a faísca lançada impensadamente quando se transforma em fogo descontrolado e devorador.

Qualquer criatura, quando se mostre agindo sem noção de responsabilidade pode gerar incêndios lamentáveis, destruindo os mais altos valores da vida.Por isso mesmo, onde estivermos, sejamos nós os bombeiros de Deus.


Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Caminhos de Volta"

terça-feira, 1 de setembro de 2009

À Luz do Espiritismo

A história da Humanidade tem, no livro nobre, seu gloriosos repositório. Em todos os tempos o livro tem sido o condutor das mentes e o mensageiro da vida.

O Mahabharata, que remonta ao século XVI antes de Cristo, narrando as guerras dos Coravas e Pandavas, é o ponto de partida do pensamento lendário da India, apresentando Krishna, no excelente Bagavadgita, a expor a Ardjuna incomparável filosofia mística onde repontam as nobres revelações palingenésicas.

A Bíblia - antigo Testamento - historiando as jornadas de Israel, oferece a concepção sublime do deus Único, Soberano e Senhor de todas as coisas.

Platão, cuja filosofia tem por método a dialética, expondo os pensamentos de Sócrates, seu mestre, nos jardins de Academos, coroa sua obra com a harmoniosa teoria das idéias, afirmando, no memorável "Fédon!, "que viver é recordar" e expressando a cultura haurida no Egito, onde recebera informações sobre a doutrina dos renascimentos.

O Evangelho de Jesus Cristo, traduzido para todos os idiomas e quase todos os dialetos do globo, faz do amor o celeiro de bênçãos da Humanidade.

O Alcorão, redigido após a morte de Maomé e dividido em 114 suratas ou capítulos, constitui a base de toda a civilização muçulmana, fonte única da verdade, do direito, da justiça...

Sem desejarmos reportar-nos à literatura mundial, não podemos, entretanto, esquecer que Agostinho, através das suas Confissões, inaugurando um período novo para o pensamento, abriu as portas para o estudo da personalidade, numa severa autocrítica, e que Tertuliano, com a Apologética, iniciou uma era para o Cristianismo que se mescla, desde então, com dogmas e preceitos que lhe maculam a pureza, através de sutilezas teológicas.

Dante, o florentino, satirizando seus inimigos políticos, apresentou uma visão mediúnica da vida além-túmulo. Monge anônimo sugeriu uma Imitação de Cristo como vereda de sublimação para a alma encarnada...

Nostradamus, astrólogo e médico, escreveu sibilinamente as Centúrias, gravando sua visão profética do futuro.

Camões, com pena de mestre, compôs Os Lusíadas e registra os feitos heróicos de Portugal, repetindo os lances de Flávio Josefo em relação aos judeus e dos historiadores greco-romanos de antes de Jesus Cristo.

Depois do Renascimento, como advento da imprensa, o campo das idéias sofreu impacto violento, graças à força exuberante do livro. Pôde, então, o mundo pensar com mais facilidade.

A Revolução Francesa é o fruto do livro enciclopédico, com ela nascendo as lutas de independência de todo o Novo Continente, inspiradas nas páginas épicas da liberdade.

Artur Schopenhauer, entretanto, sugeriu o suicídio, no seu terrível pessimismo, em Dores do Mundo, enquanto Friedrich Nietzsche, no famoso Assim Falava Zaratrusta, tentou solucionar o problema espiritual e moral do homem, através de uma filosofia da cultura da energia vital e da vontade de poder que o conduz ao "super-homem", oferecendo elementos aos teorizantes do racismo germânico, de cujas conseqüências ainda sofre a Humanidade.

Karl Marx, sedento de liberdade, expôs de maneira puramente materialista a solução dos problemas econômicos do mundo em O Capital e criou o socialismo científico, que abriu as portas ao moderno comunismo ateu.

Leão XIII compôs a Encíclica Rerum Novarum para solucionar as dificuldades nascidas nos desajustes de classes, oferecendo aos operários humildes, bem como aos patrões, os métodos do equilíbrio e da paz; todavia, a própria Igreja Romana continuou a manter-se longe da Justiça Social...

E o livro continua libertando, revolucionando, escravizando... Clássico ou moderno, rebuscado ou simples, o livro campeia e movimenta mentes, alargando ou estreitando os horizontes do pensamento.

É, em razão disso, que um novo livro, recordando todos os livros, oferece ao homem moderno resposta nova às velhas indagações, propondo soluções abençoadas em torno do antiqüíssimo problema da felicidade humana.

O LIVRO ESPÍRITA, como farol em noite escura, é também esperança e consolação. Esclarecendo quem é o homem, donde vem e para onde vai, sugere métodos mais condizentes com o Cristianismo - Cristianismo que é a Doutrina Espírita - num momento de desesperação de todas as criaturas.

Renovador, o Livro Espírita encoraja o espírito em qualquer situação; esclarece os enigmas da psique humana; filosófico, desvela os problemas do ser; religioso, conduz o homem a Deus, e abrange todos os demais setores das atividades humanas.

Desse modo, o Livro Espírita - no momento em que a literatura de desumaniza e vulgariza, tornando-se serva dos interesses subalternos de classe e governo, política e raça, fronteira e poder - disseminando o amor e propagando a bondade, oferece ao pensamento universal as excelentes oportunidades de glória e imortalidade. Saudemo-lo, pois!


Franco, Divaldo P..
Da obra: O Livro Espírita.
Ditado pelo Espírito Vianna de Carvalho

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Mediunato

Todo aquele que consegue exercer a mediunidade com elevação, engrandecendo-se e alçando-a aos nobres cimos da vida, no cumprimento da gloriosa missão de ser instrumento do Divino Pensamento, alcança, na Terra, a excelência do mediunato.

Dever de grande abrangência, a sua desincumbência revela-se difícil pelos impositivos de que se reveste, pelos sacrifícios que impõe e pelas dificuldades a superar.

Poucos discípulos da verdade se hão entregado com a necessária abnegação, graças à qual, ao largo do tempo, o homem se doa em espírito de serviço à humanidade, com tal renúncia de si mesmo, que ultrapassa a sua condição para lograr o apostolado mediúnico, o mediunato.

A princípio, são os fortes apelos para a edificação pessoal, a plenitude psíquica e emocional, acalmando as necessidades materiais e superando as fraquezas delas decorrentes, para depois, experimentando as superiores satisfações do espírito, imolar-se por amor, na execução das atividades a que se sente convocado.

Nesse caminho atulhado de pedrouços, os desafios se sucedem, ameaçadores, ao mesmo tempo ferindo e macerando os audaciosos transeuntes que põem os olhos nas metas à frente e buscam alcançá-las.

Não se trata de um empreendimento fácil ou de curto prazo, antes, de uma realização prolongada, na qual são enfrentados os perigos que procedem da inferioridade, que teima em permanecer, dominadora.

Definido o rumo e aceito o compromisso, torna-se mais factível a vitória, ganhando-se, dia-a-dia, o espaço que medeia entre a aspiração e o objetivo.

Zoroastro, o grande reformador, nascido na Média, não descansou enquanto não concluiu a missão para a qual reencarnou.

Buda, o Sábio e Solitário dos Sákias, entregou-se com total renúncia ao ministério de reformar a religião adulterada pelo formalismo brâmane, e, não se detendo diante dos impedimentos que o afligiam, permanece fiel até o momento final.

Pitágoras, inspirado pelos espíritos, colocou-se a serviço da verdade, tornando-se responsável pela descoberta das matemáticas, geométricas e astronômicas, deixando um rastro luminoso na história.

Sócrates e Moisés, Isaías e Daniel, entre outros, foram exemplos de missionários que, no mediunato, atingiram as mais elevadas expressões do intercâmbio espiritual em favor da humanidade.

Posteriormente, João Batista e João Evangelista se fizeram expoentes da mediunidade gloriosa, demonstrando o poder da imoralidade sobre as vicissitudes humanas.

Acima, porém, de todos eles, Jesus-Cristo fez-se o Médium de Deus e tornou-se insuperável como Fonte Inspiradora para os homens de todos os séculos.

Perseguido e macerado, sob injunções dolorosas mais se ligava ao Pai, em Quem hauria forças para o Messianato a que se ofereceu, preferindo a coroa do martírio à falaciosa grandeza terrena.

Depois dEle, outros servidores da Sua Seara, profundamente vinculados à vida espiritual e aos desencarnados com os quais confabulavam, exerceram o mediunato de forma eloquente, imolando-se todos por amor ao bem geral e certos da vitória final sobre as fugazes condições terrenas.

Com o espiritismo, o exercício do mediunato tornou-se mais acessível, em se considerando as diamantinas claridades que projeta nos emaranhados e sombrios mistérios da vida, especialmente sobre a realidade do além-túmulo, onde nascem as estruturas do ser e se encontram a sua origem e o seu destino final.

Trazendo de volta, à atualidade, o profetismo hebreu e helênico, os fenômenos que constituíram a glória das civilizações passadas, deu-lhes um sentido novo, perfeitamente concorde com as conquistas do hodierno conhecimento, de modo a impulsionar o homem em direção do autodescobrimento e da razão pela qual se encontra no mundo físico.

Em uma ligeira análise, explicam-se, à luz da revelação espírita, a inspiração do Homero, cujos Cantosprocediam de ignotas e nobres regiões espirituais; de Virgílio, sintonizando com as entidades elevadas, e sendo também considerado profeta; de Dante, que demonstrou possuir superiores faculdades mediúnicas, graças às quais manteve permanente contato com os espíritos; de Torquato Tasso, que, em contínuo intercâmbio espiritual e inspirado por Ariosto, aos dezoito anos compôs o seu Renaud, concluindo a célebre Jerusálem Libertada, que é a obra máxima da sua vida extraordinária...

E quantos outros, médiuns inspirados ou psicógrafos, audientes ou sonambúlicos, que se deixaram conduzir pelos guias da humanidade, a fim de apressarem a obra do progresso terrestre?!

Comunicações indiretas como insólitas hão despertado a consciência humana para a realidade espiritual do ser, a todos conclamando para a ação do bem, da justiça e do amor.

No mediunato, entretanto, o servidor atinge o seu momento supremo, deixando de manter a personalidade dominadora, para que o Cristo nele se manifeste e habite, conforme declarou o médium de Tarso, na sua doação total à causa da verdade: - “Já não sou eu o que vivo, mas é o Cristo que vive em mim.”


Espírito: Vianna de Carvalho
Médium: Divaldo P. Franco – Médiuns e Mediunidades.

domingo, 30 de agosto de 2009

A harmonia nos recarrega

A harmonia gera paz, tranqüilidade, serenidade. Os mansos e pacíficos sempre buscarão criar e preservar a harmonia, onde quer que estejam.

Sejamos assim, calmos e tranqüilos, mantendo a serenidade em quaisquer circunstâncias.

Evitemos a discórdia, a maledicência, procurando levar sempre, a paz que nosso Mestre Jesus tão bem nos exemplificou, com suas atitudes e seu amor infinito.

Busquemos a harmonia interior, confiando, aprendendo e perdoando, amando o nosso próximo.

Não deixemos para o amanhã a nossa transformação.Comecemos hoje, agora. Lembremo-nos de que a harmonia nos recarrega de energias benéficas, que nos tornam saudáveis e alegres, contagiando a todos aqueles que nos cercam.

Perseveremos na prática do bem, ainda que muitos de nossos companheiros de jornada, ainda não tenham o entendimento e a compreensão para assimilar, a diferença entre o bem e o mal.

O Bem, a Paz e a Harmonia reinarão vitoriosos no final, pois para isso nos criou o nosso Pai Celestial!

sábado, 29 de agosto de 2009

Somos companheiros

Às vezes, nós outros, os companheiros desencarnados, em solicitando serenidade e confiança aos nossos amigos, emlutas e dificuldades na Terra, assemelhamo-nos , ou melhor, podemos parecer bombeiros tranquilos exortando àpaciência dos irmãos que sofrem na tensão alta de incêndio, mas não é bem assim.

Somos companheiros da mesma construção, colegas da mesma causa.

Espírito: BEZERRA DE MENEZES
Médium: Francisco Cândido Xavier
Livro: "Bezerra, Chico e Você"

sexta-feira, 28 de agosto de 2009

Omissão

As notícias veiculadas pelos meios de comunicação costumam impressionar negativamente. Elas atendem a uma demanda um tanto mórbida das massas, que gostam de saber detalhes de acontecimentos funestos.

Fala-se muito em roubos, fraudes, estupros e assassinatos. Esse contínuo bombardear de manchetes tristes pode produzir resultados bastante negativos no imaginário popular.

Talvez alguém conclua ser virtuoso, apenas porque não comete os desatinos noticiados pela mídia. Ocorre que esse pensamento implica eleger a omissão como conduta desejável. O panorama do mundo é dinâmico e está em constante evolução.

O progresso surge de atos humanos positivos, que são agentes de transformação. Nesse contexto a omissão, enquanto roteiro de vida, é um escândalo. Em um mundo em perpétuo movimento, quem não avança se atrasa.

Assim, não basta deixar de praticar o mal. Importa primordialmente fazer o bem. Os contextos mudam com rapidez e talvez a oportunidade de agir corretamente não se repita facilmente. Se um amigo necessitado cruzar o seu caminho, não hesite.

Auxilie-o como pode, pois a vida é muito dinâmica. Talvez amanhã você não mais consiga vê-lo com os olhos da própria carne. Perante um sofredor que surge à sua frente, evite pensar em excesso antes de estender seu auxílio.

É provável que o abraço de hoje seja o início de um longo adeus. Não adie o perdão e nem atrase a caridade. Abençoe de imediato os que o injuriam. Ampare sem condições os que lhe comungam a experiência terrena.

Se seus pais, velhos e enfermos, parecem um problema, supere-se e apoie-os com mais ternura. Se seus filhos, intoxicados de ilusão, causam-lhe amargas dores, bendiga a presença deles.

Em caso de discórdia, seja o que tenta imediatamente a conciliação. Não hesite perante o trabalho que aguarda suas mãos. Jamais perca a divina oportunidade de estender a alegria.

Tudo o que você enxerga entre os homens, usando a visão física, é moldura passageira de almas e forças em movimento. Faça, em cada minuto, o máximo que puder. Qualquer que seja a dificuldade, não deserte do dever.

Talvez a oportunidade não se repita. É possível que você esteja perante seu familiar, seu amigo ou seu companheiro de jornada pela derradeira vez. É melhor dar o melhor de si, a fim de não ter motivos de arrependimento.

Em termos de vida imortal, não fazer o mal é muito pouco, quase nada. O que dignifica e habilita a novas experiências é o bem que se constrói, dentro e fora de si. Pense nisso.


Redação do Momento Espírita, com base no cap. XIX do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier, ed. Feb. Em 16.07.2009.

quinta-feira, 27 de agosto de 2009

As aflições do mundo

Em conhecida passagem do Evangelho, Jesus diz a Seus discípulos que no mundo eles terão aflições. Os registros bíblicos confirmam a previsão. Todos os companheiros diretos de Jesus enfrentaram grandes padecimentos.

Apenas João Evangelista não foi martirizado. Evidentemente, houve sensível progresso desde aquela época. Os costumes se refinaram e hoje, na ampla maioria dos países, não se cogita mais de matar alguém por sua fé.

Contudo, o alerta do Cristo permanece atual. A mensagem cristã é a da vida reta e fraterna. O cristão deve ser honrado e solidário. Não basta viver retamente, sendo necessário amparar os irmãos de jornada.

Também não adianta apenas ser generoso com o semelhante. É preciso dar a César o que é de César, no sentido de cumprir rigorosamente os próprios deveres. Ocorre que quem se aprimora, em geral, passa a esperar conduta idêntica dos que o rodeiam.

A criatura rigorosamente honesta anseia por viver em um meio honesto. Ao desenvolver uma sensibilidade mais apurada, anela por beleza e suavidade. Entretanto, o mundo segue em seu próprio ritmo.

Um homem pode apenas ditar a cadência de sua evolução. Quanto aos demais, resta-lhe somente influenciar, mais por exemplos do que por palavras. Afinal, o livre-arbítrio é uma dádiva de Deus aos Seus filhos.

Cada um é livre para decidir os seus caminhos e se vai apressar ou retardar o passo rumo à paz. Bem se vê como é delicada a posição do genuíno cristão no mundo. Ele elege um ideal sublime, esforça-se por vivê-lo e deseja que se expanda, no benefício geral.

Contudo, o mundo não corresponde a contento a esse anseio. O cristão necessita ser o sal da Terra e a luz do Mundo. Justamente por isso, não pode se afastar dos irmãos de jornada. Daí vive honradamente em um mundo corrupto.

Por consequência, experimenta contínuas aflições. Aflige-se pelos filhos que não aproveitam a educação recebida e optam por trilhar estranhos caminhos. Angustia-se pelo esposo ou esposa que não lhe partilha o ideal.

Agasta-se por deslealdades que testemunha na vida profissional. Entristece-se pela falta de honestidade de políticos e dirigentes públicos. Entretanto, se a aflição é esperada, o desânimo não se justifica.

O progresso ocorre com vagar, mas é uma lei da vida. As perfeitas Leis Divinas tratam de colocar tudo em seu lugar, no lento ciclo dos séculos. O relevante é a paz de consciência de quem age retamente.

E a inefável certeza de que transita para fases superiores da existência imortal, na condição de agente do progresso. Pense nisso.

Redação do Momento Espírita.
Em 27.08.2009.

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Estratégias mentais

O que você deve fazer de dentro para fora:

1. Pense sempre, de forma positiva. Toda vez que um pensamento negativo vier à sua cabeça, troque-o por outro! Para isso, é preciso muita disciplina mental. Você não adquire isso do dia para a noite; assim como um “atleta”, treine muito.

2. Não tenha medo de nada e ninguém. O medo é uma das maiores causas de nossas perturbações interiores. Tenha fé em você mesmo. Sentir medo é acreditar que os outros são poderosos. Não dê poder ao próximo

3. Não se queixe. Quando você reclama, tal qual um ímã, você atrai para si toda a carga negativa de suas próprias palavras. A maioria das coisas que acabam dando errado, começa a se materializar quando nos lamentamos.

4. Risque a palavra “culpa” do seu dicionário. Não se permita esta sensação, pois quando nos punimos, abrimos nossa retaguarda para espíritos opressores e agressores, que vibram com nossa melancolia. Ignore-os.

5. Não deixe que interferências externas tumultuem o seu cotidiano. Livre-se de fofocas, comentários maldosos e gente deprimida. Isto é contagioso. Seja prestativo com quem presta. Sintonize com gente positiva e alto astral.

6. Não se aborreça com facilidade e nem dê importância às pequenas coisas. Quando nos irritamos, envenenamos nosso corpo e nossa mente. Procure conviver com serenidade e quando tiver vontade de explodir, conte até dez.

7. Viva o presente. O ansioso vive no futuro. O rancoroso, vive no passado. Aproveite o aqui e agora. Nada se repete, tudo passa. Faça o seu dia valer a pena. Não perca tempo com melindres e preocupações, pois só trazem doenças.

O que você deve fazer de fora para dentro:

1. A água purifica. Sempre que puder vá a praia, rio ou cachoeira. Em casa, enquanto toma banho, embaixo do chuveiro, de olhos fechados, imagine seu cansaço físico e mental e que toda a carga negativa está indo embora por água abaixo.

2. Ande descalço quando puder, na terra de preferência. Em casa, massageie seus pés com um creme depois de um longo dia de trabalho. Os escalde em água morna.

3. Mantenha contato com a natureza; tenha em casa um vaso de plantas pelo menos. Cuide dele com carinho. O amor que dedicamos às plantas e animais acalma o ser humano e funciona como relaxante natural.

4. Ouça músicas que o façam cantar e dançar. Seja qual for o seu estilo preferido, a vibração de uma canção tem o poder de nos fazer sentir vivos , aflorando a nossa emoção e abrindo o nosso canal com alegria.

Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, que o medo o impeça de tentar. Liberte-se!!! Sempre que puder livre-se da rotina e pegue a estrada, nem que seja por um único dia. Conheça novos lugares e novas pessoas. Viva a Vida!

Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque, “Embora quem quase morre esteja vivo, quem quase vive já morreu.”

O medo nos afasta das derrotas....mas das vitórias também!

terça-feira, 25 de agosto de 2009

Você é especial

Você pode ter defeitos, viver ansioso e ficar irritado algumas vezes, mas não se esqueça de que sua vida é a maiorempresa do mundo.

Só você pode evitar que ela vá à falência. Há muitas pessoas que precisam, admiram e torcem por você.

É importante que você sempre se lembre de que ser feliz não é ter um céu sem tempestades, caminhos sem acidentes, trabalhos sem fadigas, relacionamentos sem decepções.

Ser feliz é encontrar força no perdão, esperança nas batalhas, segurança no palco do medo, amor nos desencontros.

Ser feliz não é apenas valorizar o sorriso, mas refletir sobre a tristeza.

Não é apenas comemorar o sucesso, mas aprender lições nos fracassos.

Não é apenas ter júbilo nos aplausos, mas encontrar alegria no anonimato.

Ser feliz é reconhecer que vale a pena viver, apesar de todos os desafios, incompreensões e períodos de crise.

Ser feliz é deixar de ser vítima dos problemas e se tornar autor da própria história.

É atravessar desertos fora de si, mas ser capaz de encontrar um oásis no recôndito da sua alma.

É agradecer a Deus a cada manhã pelo milagre da vida.

Ser feliz é deixar viver a criança livre, alegre e simples que mora dentro de você.

É ter maturidade para falar: "eu errei".

É ter ousadia para dizer "me perdoe".

É ter sensibilidade para confessar: "eu preciso de você".

Ser feliz é ter a capacidade de dizer "eu te amo".

Desejo que a vida seja um canteiro de oportunidades para você...

Que nas suas primaveras você seja amante da alegria.

Que nos seus invernos seja amigo da sabedoria.

E, quando você errar o caminho, recomece tudo de novo.

Pois assim você será cada vez mais apaixonado pela vida.

E descobrirá que ser feliz não é ter uma vida perfeita, mas usar as lágrimas para irrigar a tolerância.

Aproveitar as perdas para refinar a paciência, as falhas para esculpir a serenidade.

Usar a dor para lapidar o prazer e os obstáculos para abrir as janelas da inteligência.

Jamais desista de si mesmo.

Jamais desista das pessoas que você ama.

Jamais desista de ser feliz, pois a vida é um espetáculo imperdível.

Porque você, você é especial pra Deus!!!!

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Ante os Espíritos Puros

Os feitos das grandes almas que transitaram pelo planeta costumam impressionar. Eles englobam fenômenos magnéticos ainda misteriosos, como os milagres.

Há também atos grandiosos de renúncia e coragem, de abnegação e disciplina. Muitas vezes o homem, ao refletir sobre eles, anela realizá-los, por sua vez. Pensa nessas almas iluminadas e deseja partilhar-lhes o banquete de luz.

Entretanto, a imensa maioria dos Espíritos vinculados à Terra constitui-se de consciências endividadas. A angelitude persiste como uma meta um tanto distante. Apesar disso, é possível começar, desde logo, a escalada em direção aos planos superiores da existência.

Não lhe é viável, hoje, sustar o curso de uma tempestade com o mero erguer de suas mãos. Contudo, possui meios de asserenar a dor dos companheiros em sofrimento.

Não lhe é possível, de um momento para o outro, transmitir ao mundo mensagens de supremas e confortadoras revelações. No entanto, com reduzido esforço, pode acender a luz do alfabeto em muitos cérebros que tateiam na noite da ignorância.

Não possui meios para, como fez o Cristo no Tabor, materializar seres sublimes da Espiritualidade Excelsa. Todavia, nada o impede de tornar realidade um caldo reconfortante para os doentes abandonados que esmorecem de fome.

Na atualidade, resultaria infrutífero qualquer empreendimento de sua parte para limpar alguém coberto de chagas, pronunciando simples ordem verbal. Mas pode alimentar a esperança e lavar as feridas de seu irmão.

Talvez ainda não consiga sorrir com serenidade para quem o esbofeteia, como fazia Gandhi. Mas seguramente pode relevar quando um colega de trabalho fala algo ríspido. É bom e saudável refletir nos Mensageiros Divinos, respeitar-lhes a missão e admirar-lhes a grandeza.

Também é conveniente pedir-lhes apoio nas dificuldades da jornada terrestre. Mas não se afigura sensato tentar obter de improviso as responsabilidades que lhes pesam nos ombros.

Assim, não reclame para seus braços ainda frágeis o serviço próprio de um gigante. Antes de pretender ser sublime, trate de ser honrado e solidário. Cuide principalmente de cumprir os singelos deveres que lhe competem.

Para isso, não se diga cansado, nem se proclame inútil. Reflita que um mísero verme, muito distante de seu pensamento, é um servo esquecido que aduba a terra. Da terra adubada é que surge o pão, que lhe sustenta a vida e possibilita o seu agir no mundo.

Toda ocupação útil, por simples que se apresente, possui valor. O relevante é bem desempenhar a própria tarefa. Ela constitui uma etapa necessária na elaboração do anjo de luz que você será um dia. Pense nisso.

Redação do Momento Espírita, com base no cap. LXVIII do livro Justiça Divina, pelo Espírito Emmanuel, psicografia de Francisco Cândido Xavier,ed. Feb.
Em 20.08.2009.

domingo, 23 de agosto de 2009

Onde encontrar Deus

Certo dia, um homem do povo desejou tornar-se santo. Ansiava encontrar Deus. Adentrou o quarto onde repousava a esposa e o filhinho, olhou-os uma derradeira vez e partiu. Ao cerrar a porta, uma voz íntima lhe disse: Não partas!

É aqui que está Deus. Mas o homem não escutou. Vagou por caminhos desconhecidos e buscou a Divindade em diversos templos. Na sua jornada, passou por lugares onde o incêndio devorara gulosamente as casas, e muitos seres suplicavam auxílio.

Estou aqui. Por que te afastas de mim? - clamou a voz na consciência. Contudo, o homem a sufocou. Buscou o templo real, construído com milhões e milhões de moedas de ouro. Contemplou o rei e sua corte, genuflexos em ricas almofadas.

Vibrou com a beleza e a arte do suntuoso local. Entretanto, por mais permanecesse ali, não sentia a alegria do convívio superior em sua alma. Sua busca não havia chegado ao fim. Retornou às estradas poeirentas.

Então, numa dobra do percurso, encontrou um homem sentado na relva. Ao seu redor se reuniam muitas pessoas como abelhas em torno de uma flor. O homem inquieto observou o outro com vagar.

Durante horas, aquele ser ouviu a dor alheia, enxugou olhos lacrimejantes, limpou feridas, abraçou crianças, socorreu a fome da alma. Vez ou outra, ante um quadro de maior aflição, retirava de um saco de viagem moedas, roupas ou medicamentos.

Durante todo o tempo, falava da paz que é conquista, da paz que é proporcionada pela doação ao outro, pelo dever retamente cumprido. A uma mulher que lhe confessou os dissabores no lar, ante o marido indiferente, ele recomendou maior dedicação no retorno ao lar.

À outra que lhe confessava, envergonhada, os erros cometidos, no tocante à fidelidade, recordou as palavras do Sábio da Galiléia: Vai e não tornes a errar. Finalmente, o homem inquieto se aproximou do outro, chamando-o santo, e indagou-lhe de como poderia encontrar Deus.

Afinal, já se haviam dobrado os anos e ele nada conseguira, senão o acréscimo da angústia e da insatisfação! Não sou santo - respondeu o outro. Apenas alguém que encontrou um Modelo e Guia e O segue. Falo do maior dos Mestres, Jesus.

Seu ensino é de amor. Por isso, retorna ao teu lar, atende a tua esposa, educa teu filho. Socorre teu irmão. Porque Deus se encontra no lavrador que rasga a terra dura e semeia. Deus está no operário que quebra pedras, abrindo veredas novas aos viandantes.

Deus está em todos, nos dias de sol ou de chuva. Deus está onde está o homem, produto do Seu amor. O homem ansioso voltou sobre os próprios passos, adentrou o lar, reencontrou e abraçou os seus deveres.

Foi então que a voz tornou a se fazer ouvir: Estou aqui.Por que não me atendes? Dessa vez, ele escutou e permitiu-se plenificar de felicidade. Sua busca chegara ao fim.

Suportando o fardo das provações e dissabores, padecendo injustiças e aflições superlativas que te desanimam, pensa que estás, mesmo assim, perto de Deus.

Se seguires sem receio, alcançarás a meta da felicidade, sempre perto de Deus.


Verbete Deus do livro Repositório de sabedoria, v.1, pelo Espírito Joanna de Ângelis, psicografia de Divaldo Pereira Franco, ed. Leal. Em 17.03.2009

sábado, 22 de agosto de 2009

Conquistando a Paz

Existem tribulações e tribulações. Para extinguir aquelas que conturbam a vida, comecemos a cooperar na construção da paz onde estivermos.

Necessitamos, porém, conhecer as farpas que entretecem as inquietações que nos predispõem ao desequilíbrio e ao sofrimento.

Vejamos algumas: a queixa contra alguém; a reclamação agressiva; o palavrão desatado pela cólera a resposta infeliz; a frase de sarcasmo; o conceito depreciativo; o apontamento malicioso; o gesto de azedume; a crítica destrutiva; o grito de desespero; o pensamento de ódio; a lamentação do ressentimento; a atitude violenta; o riso escarninho; a fala da irritação; o cochicho do boato; o minuto de impaciência; o parecer injusto; a pancada verbal da condenação.

Cada espinho invisível a que nos reportamos é comparável à chispa capaz de atear o incêndio da discórdia. E ganhar a discórdia não aproveita a pessoa alguma.

Tanto quanto possível, aceitemos as tribulações que a vida nos reserve e saibamos usar o amor e a tolerância, a paciência e o espírito de serviço para que estejamos realmente conquistando os valores e bênçãos da paz.

Não esperes que o próximo te solicite cooperação. Colabora voluntariamente, na certeza de que estarás realizando valiosas sementeiras de trabalho e de amor, na construção do futuro melhor.


Xavier, Francisco Cândido.
Da obra: Paciência.
Ditado pelo Espírito Emmanuel.

sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Ouvidos de ouvir

Uma reunião com índios americanos revela um ensinamento importante e urgente. Agrupados os participantes, ninguém fala. Há um longo, longo silêncio.

Todos calados à espera do pensamento essencial. Aí, de repente, alguém fala. Curto. Todos ouvem. Terminada a fala, novo silêncio. Falar logo em seguida seria um grande desrespeito, pois o outro falou os seus pensamentos, pensamentos que ele julgava essenciais.

Esses pensamentos são estranhos aos demais. É preciso tempo para entender o que o outro falou. Se alguém falar logo a seguir, são duas as possibilidades que se pode pensar.

Primeira – quem falou está dizendo: Fiquei em silêncio só por delicadeza. Na verdade não ouvi o que você falou. Enquanto você falava, eu pensava nas coisas que iria falar quando você terminasse sua fala.

Segunda: Ouvi o que você falou. Mas isso que você falou como novidade eu já pensei há muito tempo. É coisa velha para mim. Tanto que nem preciso pensar sobre o que você falou. Em ambos os casos, está se chamando o outro de tolo. O que é pior do que uma bofetada.

O longo silêncio quer dizer: Estou ponderando cuidadosamente tudo aquilo que você falou. Não basta o silêncio de fora. É preciso silêncio dentro. Ausência de pensamentos. E aí, quando se faz silêncio dentro, começa-se a ouvir coisas que não se ouvia.

Muitos são os cursos oferecidos pelo mundo afora, pretendendo ensinar a falar. Ter uma boa oratória é fundamental nos dias de hoje. Mas será que apenas saber falar é suficiente? Não estamos esquecendo o que vem antes?

Não estamos esquecendo de aprender a ouvir? Não existem cursos de escutatória, é certo, mas aprender a ouvir corretamente é de suprema importância.

A postura humilde de quem ouve, de quem presta atenção nas palavras do outro, do que o outro diz ou não diz, é a postura do homem de bem. Ninguém se educa, ninguém cresce, se não aprende a escutar.

Alberto Caieiro dizia que não é bastante ter ouvidos para ouvir o que é dito; é preciso também que haja silêncio dentro da alma. Silêncio dentro da alma significa que os pensamentos devem emudecer de quando em vez.

As ideias preconcebidas, a tal maneira como sempre pensei, devem calar um pouco, e considerar algo distinto, saborear o novo. Todos os grandes da Terra souberam ouvir, souberam se desprender de suas ideias e considerar novas, considerar o algo mais.

Grandes escritores são antes grandes leitores. Sabem escutar outros livros, antes de recitar os seus próprios. Que possamos aprender a ouvir mais, a respeitar mais a opinião do outro, e assim aprender com todos, independente se sabem mais ou menos do que nós.

Exercitemos a tal escutatória e cultivemos o silêncio na alma, nos pensamentos.


Redação do Momento Espírita com base no texto Escutatória,
do livro O amor que acende a lua,
de Rubem Alves, ed. Planeta.
Em 19.08.2009.

quinta-feira, 20 de agosto de 2009

Sombra e Luz

Ninguém deve recuar diante das dificuldades e dos desafios, ninguém deve fugir à luta com receio da tentação, ninguém deve se esconder temendo a intempérie da prova...

Todos, sobre a terra, onde estiverem, estarão expostos aos problemas que eles próprios criaram através de seu livre-arbítrio.

Onde o homem estiver e com quem estiver, ele estará sempre consigo mesmo na necessidade inadiável de superar-se. Não adianta que o homem fuja ou que abdique dos seus compromissos.

Todos estão vinculados as suas carências e renasceram ligados uns aos outros, mas, especialmente, àqueles juntos aos quais o compromisso fala mais alto.

É indispensável, portanto, que o homem não deixe a cruz à margem da estrada, imaginando que seus passos haverão de se tornar mais lépidos na caminhada...

Os que alijam nos ombros o madeiro que talharam com as próprias mãos haverão de retomá-lo, e aqueles que dão as costas a determinadas situações expiatória facearão problemas muito mais complexos, porque, em realidade, a batalha que o homem trava não se encontra alhures – o seu campo de batalha é sua própria alma!

Sobre si mesmo o homem deve ansiar a sua maior vitória e a sua maior conquista! Assim pensando, na brevidade da vida física e na transitoriedade das situações sobre o mundo material, onde tudo está sujeito a intermináveis mudanças, que o homem persista no cumprimento do dever, não rompendo com o compromisso assumido diante da consciência.

As dificuldades são inúmeras, embaraçosas, quase intermináveis, permeando a jornada do homem praticamente do berço ao túmulo...

Ninguém espera a paz absoluta, a tranqüilidade inalterável... Enquanto estiver a caminho, sombra e luz haverão de se alternar sobre a entrada em que o homem se movimenta em busca de sua redenção espiritual, mas, além das nuvens espessas que tisnam a claridade solar, brilha o astro-rei no firmamento...

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

O poder do pensamento

O maior instrumento de poder de que se tem notícia se encontra dentro de nós: o nosso pensamento.

Como a eletricidade, o pensamento produz resultados de acordo com o uso que se faz dele. O fato é que estamos continuamente interagindo com o cosmos, emitindo e recebendo vibrações, e assim, criando as experiências que vivemos.

Ao tomar consciência do poder do pensamento, conquistamos a chave para abrir as portas que levam à realização dos nossos desejos mais profundos.

Depois de Einstein e da física quântica, não há como negar que, em essência, SOMOS ENERGIA. É essa energia se consubstancia na matéria, se transformando em corpo, mente, emoção.

Se temos bons pensamentos e nos mantemos em sintonia com as correntes vibratórias carregadas de energia positiva, nos tornamos capazes de realizar as ações que nos levarão à felicidade.

Os pensamentos nos fazem sentir emoções variadas. Essas emoções, por sua vez, influenciam a nossa mente, o nosso organismo e a nossa saúde, ajudando a nos manter saudáveis e bem dispostos, quando são positivas, dependendo do cuidado que temos com aquilo que abrigamos em nossas mentes.

Assim, se queremos ter relacionamentos amorosos felizes, o primeiro cuidado a ser adotado é em relação aos nossos pensamentos.

A lei da sintonia, como toda lei espiritual, pode não ser aceita ou compreendida, mas nem por isso deixa de produzir efeitos.

Assim como a gravidade atrai os corpos para o centro da Terra, os nossos pensamentos têm o poder de atrair para nós aquelas realidades que desejamos viver.

É necessário reconhecer as próprias qualidades e a potencialidade que trazemos dentro de nós e que nos torna capazes de crescer, aprender e avançar.

Só é possível dar aquilo que se possui. Apenas quem é capaz de se amar e de se valorizar pode amar e valorizar o outro.

O caminho para uma boa auto-estima está em cultivar bons pensamentos e ter em mente que eles são a nossa companhia mais constante. Temos a opção de escolher, a cada momento, o que abrigamos em nossas mentes.

Com atenção, esforço e responsabilidade é possível detectar um pensamento menos bom na sua origem, e substituí-lo por outro que irá produzir resultados positivos.

O universo funciona como um espelho e tudo aquilo que transmitimos, retorna para nós amplificado.


Autor: JAEL KLEIN COARACY

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Cristãos decididos

(Mensagem psicofônica recebida pelo médium Divaldo Pereira Franco, ao final da conferência pública em torno da maternidade, realizada no Grupo Espírita André Luiz, no Rio de Janeiro, na noite de 13 de agosto de 2009.) …

Estamos sendo convocados pelos Espíritos nobres para ser os lábios pelos quais a palavra de Jesus chegue aos corações empedernidos.

Estamos sendo convocados para ser os braços do Mestre, que afaguem, que se alonguem na direção dos mais aflitos, dos combalidos, dos enfraquecidos na luta.

Estamos colocados na postura do bom samaritano, a fim de podermos ser aquele que socorra o caído na estrada de Jericó da atualidade.

Nunca houve na história da sociedade terrena tantas conquistas de natureza intelectual e tecnológica! Nunca houve tanta demonstração de humanismo, de solidariedade, tanta luta pelos direitos humanos!

É necessário, agora, que os cristãos decididos arregacem as mangas e ajam em nome de Jesus. Em qualquer circunstância, que se interroguem: - em meu lugar que faria Jesus? E, faça-o, conforme o amoroso Companheiro dos que não têm companheiros, faria.

Filhos da alma! Estamos saturados de tecnologia de ponta, graças, à qual, as imagens viajam no mundo quase com a velocidade do pensamento, e a dor galopa desesperada o dorso da humanidade em desalinho.

O Espiritismo veio como Consolador para erradicar as causas das lágrimas. Sois os herdeiros do Evangelho dos primeiros dias, vivenciando- o à última hora. Estais convidados a impregnar o mundo com ternura, utilizando-vos da compaixão.

Periodicamente, neste planeta de provas e expiações, as mentes em desalinho vitalizam microorganismos viróticos que dão lugar a pandemias destruidoras.

Recordemo-nos das pestes que assolaram o mundo: a peste negra, a peste bubônica, as gripes espanhola, a asiática e a deste momento de preocupações, porque as mentes dominadas pelo ódio, pelo ressentimento, geram fatores propiciatórios à manifestação de pandemias desta e de outra natureza.

Só o amor, meus filhos, possui o antídoto para anular esses terríveis e devastadores acontecimentos, desses flagelos que fazem parte da necessidade da evolução. Sede vós aquele que ama.

Sede vós, cada um de vós, aquele que instaura o Reino de Deus no coração e dilata-o em direção da família, do lugar de trabalho, de toda a sociedade. Não postergueis o dever de servir para amanhã, para mais tarde.

Fazei o bem hoje, agora, onde quer que se faça necessário. As mães afro-descendentes, as mães de todas as raças, em um coro uníssono, sob o apoio da Mãe Santíssima, oram pela transformação da Terra em Mundo de Regeneração.

Sede-lhes filhos dóceis à sua voz quão dócil foi o Crucificado galileu que, ao despedir-se da Terra, elegeu-a mãe do evangelista do amor, por extensão, a Mãe Sublime da Humanidade. Muita paz, meus filhos. Que o Senhor de bênçãos nos abençoe. O servidor humílimo e paternal de sempre.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Oração Nossa

Senhor ensina-nos a orar, sem esquecer o trabalho.
A dar, sem olhar a quem.
A servir, sem perguntar até quando...

A sofrer, sem magoar, seja quem for.
A progredir, sem perder a simplicidade.
A semear o bem, sem pensar nos resultados...

A desculpar, sem condições.
A marchar para frente, sem contar os obstáculos.
A ver sem malícia...

A escutar, sem corromper os assuntos.
A falar, sem ferir.
A compreender o próximo, sem exigir entendimento...

A respeitar os semelhantes, sem reclamar consideração.
A dar o melhor de nós, além da execução do próprio dever, sem cobrar taxas de reconhecimento...

Senhor, fortalece em nós, a paciência para com as dificuldades dos outros, assim como precisamos da paciência dos outros, para com as nossas próprias dificuldades...

Ajuda-nos para que a ninguém façamos aquilo que não desejamos para nós...

Auxilia-nos, sobretudo, a reconhecer que a nossa felicidade mais alta será, invariavelmente, aquela de cumprir seus desígnios onde e como queiras, hoje, agora e sempre.


Chico Xavier

domingo, 16 de agosto de 2009

A Reencarnação e o Homem de Bem

Filhos, Que Deus abençoe a todos, nesses dias de estudos que a casa oferece aos nossos corações!

Mergulha o espírito na carne e temos o que se chama Reencarnação, que é a oportunidade bendita deste mesmo espírito experimentar, dentro de uma nova perspectiva e novas diretrizes, o chamamento à verdade do espírito imortal.

Mergulha o espírito na carne, espírito esse ainda náufrago, indeciso, inconstante nas suas perspectivas, nos seus conhecimento da vida espiritual, e teremos o homem reencarnado viciado, dúbio, materializado, dentro de um contexto transitório e egocêntrico.

Mergulha o espírito na carne, espírito esse que já traz traços de iluminação espiritual, que já compreende a vida espiritual e que se compraz com o desejo do bem, e teremos o homem terreno que se poderá chamar de trabalhador do bem.

Mergulha o espírito na carne, iluminado, cônscio, com tarefas específicas de realizar um ensino a uma pequena multidão, e teremos, no âmbito terreno, o homem missionário, que projeta, sobretudo, a sua vida em benefício do próximo, a serviço glorioso de Deus.

Mergulha o espírito na carne, único, dentro da esfera humana existencial, para guiar multidões, para transformar sociedades, para mudar certas facetas de um planeta que ainda obedece à Lei de Causa e efeito de modo a ver somente os seus Efeitos, e teremos o homem terreno iluminado, sábio, generoso, que multiplica suas energias para ensinar o verdadeiro caminho a conduzir os espíritos deste planeta à reformulação íntima, com vistas ás esferas celestiais, e teremos um mestre: Jesus, único e verdadeiro Mestre.

A verdadeira face da reencarnação é mostrar as possibilidades de todos progredirem, dentro de um ambiente que pode ser considerado hostil a certos espíritos que ainda não conseguem perceber a vida espiritual como esta é.

No entanto, em face do mesmo progresso, da luz que pela necessidade se fará presente, cedo ou tarde, teremos que caminhar, diante da vida, realçando as características espirituais, valorizando as lutas como meio e impulso para o progresso, necessário e útil, para, enfim, termos, diante da vida, espíritos encarnados e desencarnados, na vida útil deste planeta, capazes de se situarem entre si e de valorizarem não só o espaço individual como o conjunto, para o verdadeiro progresso da humanidade.

Enfim, são estágios que se iniciam e se completam, terminando em um ser melhor, numa vida melhor, num planeta melhor.

Homem de bem não é e nunca será um sonho! É uma realidade a ser alcançada, especialmente porque temos a nosso favor não só o nosso Criador – Deus – mas igualmente este Mestre iluminado que coordena e preside a evolução de nossos destinos, que é Jesus.

A Ele – Jesus – daremos os nossos melhores sentimentos, pois ele nos mostrou como é ser, viver e caminhar, dentro deste ambiente terreno, de forma serena, segura e totalmente iluminada, buscando alcançar uma vida melhor de oportunidades espirituais, donde iniciamos nossa trajetória e onde certamente terminaremos, em face ao estágio evolutivo em que o espírito humano se encontra.

Agradeçamos a oportunidade! Sejamos homens de bem! Sejamos fortes! Sejamos verdadeiros! É o nosso destino! Confiantes sempre em Jesus, em Deus e em toda a humanidade! Paz! Um abraço do Hermann

(Mensagem psicográfica recebida pelo médium Luiz Carlos Dallarosa em 5 de Janeiro de 2008 no CELD.)

sábado, 15 de agosto de 2009

Nos casos de decepção

"É um grande bem esperado que não acontece ou é um grande mal não esperado que acontece".

Ninguém pode descobrir o que se passa no coração do homem. Só Deus é que pode penetrar e conhecer todos os seus segredos e mistérios.

Cada ser humano é um enigma complexoe indecifrável. Geralmente, a decepção que mais dói na alma é a que vem de pessoas que amamos.

A decepção tem provocado em muitas pessoas traumas e revoltas e tem tolhido iniciativas.

Não é raro o caso de pessoas que se fecharam para não acreditar mais em ninguém; é comum o caso de pessoas que vivem recalcadas e cheias de medo;

É comum o caso de pessoas que se deixaram abater pela tristeza e pelo desânimo de tal modo que ficaram sem vontade de empreender mais nada na vida. Tudo isso por causa de uma decepção que veio!

É evidente que se deixar abater por uma decepção que vem pode levar ao fato mais triste ainda
de um esvaziamento interior.

Temos de contar com as misérias humanas e também a decepção está no meio dessas misérias.

Há uma regra para os casos de decepção. É esta: "Se um falhou, um outro pode não falhar".

A ninguém cabe o direito de desconfiar de todo o mundo só porque uma vez confiou em alguém em vão!

Dizes que um amigo te traiu. Creio que Deus não quis que fosses traído e creio que Ele quis que fosses provado.

Olha para a roseira e aprende: Se lhe tiram uma rosa, ela faz florir outras mais, e mais bonitas!

Pense nestas palavras se lhe acontecer um dia o caso de uma decepção, não importa de onde venha nem de quem venha!

Pe. Orlando Gambi

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O poder do pensamento

Como treinar a mente para obter sonhos cada vez mais lúcidos e realizar projeções astrais

A força do pensamento é de vital importância para o nosso dia-a-dia, pois podemos ser felizes ou infelizes, alegres ou tristes, vencer obstáculos ou ser derrotados por eles, obter grandes realizações ou cair em profunda depressão.

Para que possa ter uma idéia dessa energia emanada pelo pensamento, iremos descrever um texto de Allan Kardec, em A Gênese: "Há mais: criando imagens fluídicas, o pensamento se reflete no envoltório perispirítico, como num espelho; toma nele corpo e aí de certo modo se fotografa. Tenha um homem, por exemplo, a idéia de matar a outro: embora o corpo material se lhe conserve impassível, seu corpo fluídico é posto em ação pelo pensamento e reproduz todos os matizes deste último; executa fluidicamente o gesto, o ato que intentou praticar.

O pensamento cria a imagem da vítima e a cena inteira é pintada, como num quadro, tal qual se lhe desenrola no espírito. Desse modo é que os mais secretos movimentos da alma repercutem no envoltório fluídico; que uma alma pode ler noutra alma como num livro e ver o que não é perceptível aos olhos do corpo.

Contudo, vendo a intenção, pode ela pressentir a execução do ato que lhe será a conseqüência, mas não pode determinar o instante em que o mesmo ato será executado, nem lhe assinalar os pormenores, nem, ainda, afirmar que ele se dê, porque circunstâncias ulteriores poderão modificar os planos assentados e mudar as disposições.

Ele não pode ver o que ainda não esteja no pensamento do outro; o que vê é a preocupação habitual do indivíduo, seus desejos, seus projetos, seus desígnios bons ou maus". Veja o quanto é importante o estado de vigília, pois podemos nos enganar uns aos outros no mundo material, mas não podemos enganar as entidades do mundo espiritual. A partir do momento que pensamos algo errôneo, criam-se as imagens fluídicas e, mesmo que não venhamos a praticá-las, fica registrado nossos mais íntimos sentimentos e segredos.

O que pensamos durante o dia será fruto de nossos atos durante o momento do sono. Assim, ao mentalizarmos coisas boas, ouvirmos boa música, termos conversas sadias, astral positivo, iremos durante o sono encontrar com espíritos ou encarnados que estejam na mesma sintonia.

Da mesma forma serão os pensamentos viciosos, como a maledicência, o ódio, a ira, as injúrias, o negativismo etc. Além de reverter para si mesmo a energia destes pensamentos, iremos nos encontrar no momento do sono com outros que estão na mesma freqüência. É através dos pensamentos que iremos atrair espíritos elevados ou obsessores que venham agravar a mente de seu emissor.

No mundo espiritual existem falanges que pretendem fazer o mau, muitas vezes, pelo prazer de praticar tal ato. A válvula de escape que eles precisam são os nossos pensamentos. Joanna de Angelis, em Dias Gloriosos, psicografado por Divaldo Pereira Franco, descreve que "muitas vezes enfrentarás campos psíquicos minados por cargas viciadas e perigosas, imantadas por seres espirituais perversos e doentios que se utilizam de outras pessoas para te alcançar e prejudicar.

Somente poderás conduzir-te nessas batalhas com os recursos morais que provêm das tuas energias psíquicas. Como não temem outros recursos, será através das tuas vigorosas emissões vibratórias que a eles escaparás". A televisão e seus programas sensacionalistas são uma fonte inesgotável para o indivíduo se deixar levar pelas más notícias, criando em sua mente imagens fluídicas que irão provocar alguns distúrbios, entre eles, doenças.

Muitas vezes, após ir ao médico, fazer alguns exames, não será diagnosticado a raiz do problema. Por isto, a importância de uma programação sadia, alegre, descontraída. Conforme Joanna de Ângelis, "a sementeira do ódio, do ciúme, da inveja, da ira e de outros anestésicos do espírito, produz vírus e vibriões psíquicos que atacam o próprio, como o organismo daquele que, desprevenido, inspirou a produção dessas ondas devastadoras que a mente produz e direciona conforme a sua estrutura moral.

Ao mesmo tempo, ideoplastias sustentadas pelo pensamento fixo em idéias perturbadoras e agressivas, contribuem para o surgimento de toxinas que invadem o organismo desarticulando-lhe a estrutura vibratória, enfermando-o, e trabalhando para matar-lhe as defesas, os fatores imunológicos".

Sintonia mental A inércia é algo que venha a fortalecer os maus pensamentos. Quando não estamos ativos, sem uma determinada atividade, a mente cria indagações e pensamentos diversos que não levará a nada, pelo contrário, conforme a sintonia poderá trazer vários problemas psíquicos que poderão prejudicar seu emocional, sua vida familiar e social. Alguns estudos revelam que temos em média 50 mil pensamentos por dia. Assim, devemos utilizar a imaginação criativa a todo instante.

O terapeuta transpessoal, Todashi Kadomoto, em seu livro Ninguém Tropeça em Montanha, comenta sobre uma pesquisa feita nos Estados Unidos sobre o tema e revela dados importantes: 40% de nossas preocupações dizem respeito a fatos que jamais acontecerão; 30% relacionam-se com coisas que já aconteceram; 12% referem-se a questões de saúde; 10% são sobre assuntos insignificantes; 8% das preocupações têm base real. São dados realmente impressionantes, afinal constata que dos 50 mil pensamentos diários, apenas 8% são relevantes, por isto, devemos utilizá-lo melhor, reeducá-lo, diariamente, para que possamos cada vez mais aproveitá-los de uma forma útil e prazerosa para nós e todos os que nos cercam.

Grandes cientistas usaram seus pensamentos em prol da humanidade. Graças à forma de seus pensamentos chegamos ao progresso atual e para o futuro ainda iremos progredir muito. Hoje temos todo tipo de informação que precisamos, seja pelos livros, internet, televisão, podemos literalmente conhecer o mundo sem sair do lugar. Usemos essas informações para um aprendizado e conhecimento que venham a engrandecer nosso ser.

Assim, criamos em nossa volta uma energia coesa com nossos pensamentos e nossa conduta moral. Estando em estado de vigília constante saberemos destinar melhor a mente para pensamentos relevantes. Prece e caridade E não devemos esquecer que a melhor forma de nos manter em sintonia com a espiritualidade Maior é através da prece, da reforma íntima, da pratica da caridade, pois assim, estaremos criando sempre bons pensamentos


Este artigo foi publicado na Revista Cristã de Espiritismo, edição 24

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

A projeção e as formas-pensamentos

Há alguns anos atrás passei por algumas dificuldades, tanto ná área financeira quanto no campo afetivo. Foi uma fase muito difícil da minha vida, porém, analisando a fundo tudo o que estava passando e buscando despertar minha consciência, soube canalizar forças e superar minhas dificuldades.

Para isso, contei com a ajuda de irmãos espirituais que estiveram ao meu lado, não como “babás espirituais”, mas como amigos dispostos a me orientar e amparar, sem a intenção paternalista de percorrer o caminho que só cabe a mim percorrer. Entre estes espíritos amigos, está um que se apresentou como sendo o exu Sr. Tranca-Ruas. Certa noite, já de madrugada, despertei projetado fora do corpo físico, no corredor da minha casa, que liga a sala com a cozinha. Antes que pudesse pensar em fazer qualquer coisa, algo me chamou a atenção no fundo do corredor.

Era uma forma monstruosa, parecida com aquele fantasma verde do filme Ghostbusters – Os caça-fantasmas! Ela veio voando na minha direção e me atravessou. Olhei para trás e vi outro monstro, parecido com o primeiro, que também voou na minha direção, me atravessando. Pensei, então: – Meu Deus, são espíritos obsessores! Estou sendo assediado. Imediatamente, comecei a rezar o Pai- Nosso, mas não consegui terminar.

Aqueles monstros não paravam de voar, atravessando meu perispírito, fazendo caretas e me provocando no intuito de me assustar. E estavam conseguindo! Recomecei a orar, e nada de conseguir terminar a prece. Então, não tem jeito! – pensei. Preciso pedir auxílio a algum guardião! Iniciei, mentalmente, uma das preces cantadas do exu Sr. Tranca-Ruas. Assim que comecei a entoar seu ponto de evocação, um espírito de estatura mediana, vestindo uma camisa preta, lenço vermelho na cabeça e segurando uma espécie de cajado em uma das mãos, atravessou a porta que sai do terraço para a sala de estar.

Entrou e, antes que me dissesse qualquer coisa, fui logo pedindo socorro. Disse que estava sendo assediado por espíritos obsessores monstruosos. Ele, então, com muita serenidade e confiança me respondeu: – Não são espíritos obsessores. São formas-pensamento. São criações emanadas da sua mente. Todos os seus medos e insegurança estão gerando essas formas que estão te assustando. – E o que posso fazer para acabar com elas? – perguntei ansiosamente. – Autoconfiança! Se você confiar mais em si mesmo, em seus potenciais, bastará dizer “sumam!” e elas desaparecerão para sempre. Quer ver?

Neste momento, ele ergueu seu cajado e bateu com força, mas sem violência, no chão, e imediatamente aquelas formas-pensamento desapareceram. Senti uma força me puxar de volta ao corpo físico e acordei (na verdade já estava acordado, só que fora do corpo), voltando a manifestar minha consciência no plano físico denso. Levantei-me da cama e fui beber um copo d’água, refletindo nos ensinamentos que aquele espírito amigo havia me passado.

Realmente, quantos de nós somos responsáveis pelas dificuldades por que passamos! Quantas vezes, devido a nossa imprudência, atraímos situações que nos causam sofrimento que poderíamos evitar se vivêssemos com maior lucidez espiritual. Quantas vezes geramos pensamentos de medo, acreditando que somos incapazes de superar determinada situação, nos sentindo cada vez mais fracos.

E o que é pior, passamos a usar drogas ou medicamentos na ânsia de acabar com nossa angústia. Isso quando não acreditamos que alguém fez magia negra contra nós ou que estamos sendo obsediados. Na maioria das vezes, nós mesmos é que somos os culpados. Podemos chamar isso de auto-obsessão. E quando determinada idéia é constante em nossa mente (monoideísmo) acabamos gerando as formas-pensamento.

As formas-pensamento irão permanecer em torno do nosso campo mental, “gravitando” ao nosso redor, pois nós as alimentamos com nossa energia. Elas parecem ter vida própria, mas na verdade obedecem automaticamente a determinados padrões de manifestação, alguns, inclusive, que fazem parte do inconsciente coletivo. Muito médiuns clarividentes as confundem com espíritos, mas não são.

No meu caso, bastou que eu tomasse consciência de determinados pensamentos negativos que eram comuns, a ponto de serem gerados inconscientemente, para iniciar o processos de desintegração daquelas formas-pensamento. O processo de autoconhecimento é eterno. Trabalhemos sempre nele para que possamos nos libertar da cadeia de sofrimento em que vivemos, o sansara, como diz a sabedoria oriental. Conheça-te a ti mesmo! Eis a lição libertadora!

Victor Rebelo - Artigo da Revista Espiritismo